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ANTONIO PESSOA GALLERY Blog
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Fri, 11 May 2007
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O Pincel ataca de novo !
The Brush strikes again (O Pincel ataca de
novo ) é o retomar da colecção Art on White
iniciada em 2006 e agora surgindo numa
refrescante e nova versão de 2007,uma premonição
de futuros trabalhos
do artista,naturalmente uns mais felizes do que
outros como não podia deixar de ser.Longe ainda
está o separar o trigo do joio para aquilo que
inevitavelmente um dia será o Best Of 2007.
A colecção Art on White 2006 de António Pessoa
teve o aplauso do público,dos criticos de arte e
de alguns galeristas os quais um a um foram
considerando Art on White como uma das melhores
séries deste artista plástico desde o celebérrimo
Black and White album 1997-1998.
Talvez a mais relevante diferença é o facto de
António Pessoa hoje em dia parecer ter-se livrado
de algumas demasiado obvias influências que
dez anos atrás o bombardeavam incessantemente no
exercicio plástico e até no pensamento.
Talvez o interregno de 2005 tenha sido afinal
de contas o tempo de reflexão necessário a um
corte drástico com os fantasmas do passado,ou
talvez simplesmente o nascimento de uma nova
filosofia de vida dando lugar a uma nova
perspectiva plástica e consequentemente a uma
nova linha estética.
António Pessoa em 2006 surpreendendo todos e
mais ninguém surge mais além do conceito average
contemporâneo com The NEW ERA .
A chuva de boas e más criticas não se fez
esperar.A predominância de um positivismo geral
falou por si mesma e The NEW ERA foi recebida com
entusiasmo e alegria,sem grande espalhafato nem
levantar muita polémica.
Para polémico já temos o artista,bem mais
controverso que as suas próprias criações
artisticas.Este é o boca-a-boca e é realmente
verdade.
A minha humilde opinião como critico e
professor de pintura e História de Arte,pode até
eventualmente ser talvez a mais objectiva,dado
que a minha relação com o artista é coisa
recente,ao contrário de Luis Santiago,Vicente
Fernández Lago,Pierre Fontanals,Nancy Igartiburu
e naturalmente Jacob Kotsky,que são colaboradores
e amigos intimos de António Pessoa ,já de longa
data.
A minha análise,a qual confere-me o direito de
me manifestar segundo o modelo em vigor de livre
expressão,leva-me a concluir uma infindável
teia de contradições tanto na vida como na obra
do artista.
E a conclusão à qual eu chego é que com
António Pessoa há que forçosamente separar o
trigo do joio e o homem do artista.
De uma modo geral considero que a obra de
Pessoa é excelente,não pretendendo com isto dizer
que penso que tudo o que ele dá à luz é bom.
Estou plenamente convencido de que o próprio
artista tem nitida consciência deste eventual
desnivel de qualidade,coisa que segundo me consta
não parece consistir numa preocupação para o
próprio mas sim uma realidade inevitável a uma
sempre contínua mega-produção,o que é o caso.
A extenuante salgalhada de influências que
marcam a Época Romântica de António Pessoa,1997-
2002,onde modelos como Francis Bacon,Georg
Baselitz,Pablo Picasso,Henry Matisse,Paul
Cadmus,Alberto Giacometti,Vieira da Silva,Frank
Stella,Miró,Andy Warhol e até mesmo Salvador
Dali...parecem ter sido arrumadas,empacotadas e
enviadas por correio para o reino do esquecimento.
António Pessoa, milagrosamente surge com The
NEW ERA em 2006 mais do que nunca igual a si
próprio.
Obras como August Storm,The Brain e
Contemporary Plus,entre outras,marcam a
diferença,acentuam um certo minimalismo e
estudada simplicidade conceptual,deixando claro
um apuradissimo critério de qualidade e ao mesmo
tempo conservando a riqueza das cores e das
formas da mais bela tradição das Belas Artes.
Rafael Medina
Posted 18:41
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